segunda-feira, 23 de maio de 2011

voltamos de paris, ah ah ah

eu acordei e pensei, "hoje pode ser um dia feliz". e disse isso pra minha pequena família, composta pelo joãozinho, que tem 9 anos mas vocabulário de 15, e pela lica, que tem 6 e vocabulário de... hum..., 9 anos?, não estou certa.
e assim passamos o dia. toda vez que eu ouvia palavras imundas ou ofensivas ou uma reclamação daquelas que só crianças são capazes de proferir, eu dizia "mas hoje nosso dia vai ser feliz". foi uma tática incrível, porque EU também tinha de me comprometer. e quando surtei dentro do carro e disse "ah, já que vocês não querem andar, vamos de carro, sem tomar esse sol gostoso, e vamos passar o dia trancados me casa e blablablá e vocês nem me ajudaram a lavar a louça", eu me calei de vergonha.
depois eu pedi desculpas. porque tinha sido uma baita ideia irmos de carro às compras, porque as compras sempre me deixam cansada, eu não consigo me divertir em supermercados, e naquele dia não estava sendo diferente. então eu agradeci por eles terem se negado a ir andando.
e então, no final do dia, jogamos canastra sentados no chão da sala, e depois eu contei uma história curtinha e as crianças e eu dormimos felizes. mas antes de dormir eu li o jornal e, surpresa, a danuza leão começava o texto com a pergunta "você é feliz?". e ao longo daquele espaço enorme ela escreveu sobre como é possível escolher ter um dia feliz. o jornal foi para a pilha de jornais que é separada aqui no prédio onde moro, e agora não lembro as palavras usadas por ela. mas era sobre escolher mesmo, e poder achar bom o que está acontecendo AGORA, não o que aconteceu ontem ou o que vai acontecer amanhã. uma maravilha (procurei no site da folha o link do texto, mas o site é tão, mas tão ruim, que é impossível achar o que procuro).
e é engraçado como quando conseguimos viver o que está acontecendo - e não o que estamos planejando, como uma casa com uma piscina aquecida, ou o que aconteceu, como quando fomos a uma festa sensacional ou fizemos uma viagem exuberante - tudo fica mais divertido.
e eu, que reclamava tanto do trânsito, fui hoje me divertir numa loja para achar uma mesa para o meu novo escritório. oh yeah, tita cornichon vai trabalhar em casa. são os ventos da mudança. brisa, na verdade. é engraçado como quando pensamos em mudança elas acontecem.
deus esteja.
ps - voltamos de paris na sexta. a casa foi limpa pela eficiente ana rosa. porque eu pressentia que a doce nalva ainda estaria convalescendo, e chamei a ana. o fim de semana começou com a casa limpíssima. e hoje, segunda, dia oficial do começo da semana, voltamos a ter a ajuda do meu anjo da guarda na terra. depois escreverei sobre isso. sobre as pessoas que vivem sem esse tipo de anjo na casa delas.

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