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Mostrando postagens de Dezembro, 2011

os muito casados e os nem tão casados

eu não os conhecia. estávamos na casa de uma amiga, e ela disse que uns amigos chegariam. demos uma geral no ambiente, afinal o almoço tinha começado no final da manhã, e já era final de tarde. "vamos arrumar a casa pra eles não acharem que estão chegando no final da festa", ela disse, enquanto ajeitava cadeiras, almofadas, copos.
estávamos todos sentados ao redor da mesa. quando eles chegaram, sentaram-se conosco. e então conversamos e conversamos, e o mais incrível é que cada pessoa falava e todos escutavam. e eram assuntos legais, interessantes, como se todos nós ali nos conhecêssemos havia muito tempo e sempre tivéssemos conversado daquele jeito.
aí me dei conta de que estava na frente de um casal de verdade. ou, como tentei definir hoje à tarde, quando pensei neles, um casal "muito casado". não sei se faz sentido na língua portuguesa, mas parece fazer sentido nesse contexto.
eles pareciam ser casados há muito tempo. davam sinais de uma intimidade que costuma vir …

ahn?

cheguei em casa mais exausta do que esbaforida. as crianças estavam felizes. hoje a doce nalva trouxe seus dois herdeiros, que somados aos meus dois herdeiros resultam em quatro crianças dentro do apartamento. eu já estava pronta pra ir pro escritório, pensando "estou sem clima em casa", ah ah ah.
mas é claro que os planos idílicos nem sempre dão certo. e trabalhei feito uma mula jovem e bem disposta, mas com um mau humor insuportável. horroroso. nojento mesmo. ia ficar no escritório poucas horas, e fiquei muitas.
e quando as minhas correntes foram soltas, fui caminhando até o carro com o gus, que me disse que ia fazer uma coisa muito chata. supermercado? não, disse ele. "vou ao shopping comprar presentes de natal."
uau! existem pessoas capazes de façanhas incríveis. e aí, num surto "ó-mas-isso-deve-ter-um-jeito", disse pra ele ir de táxi, pra evitar filas na garagem. mas depois lembrei de uma livraria onde ele poderia comprar tudo. "mas e as crianças?&…

pijama, férias escolares e natal: viva dezembro!

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nem sei por onde começar.
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ela me ligou, indecisa sobre a festa de aniversário dela. em casa ela não aguenta, um brunch num restaurante que eu não conheço o marido e o pai dela ficam criticando. no sítio seria uma delícia, mas ela argumenta: "as pessoas têm fazer compras, pagar o 13o da empregada, o IPVA, organizar as festas, seria sacanagem". adorei. o aniversário é DELA, mas ela pensa na conveniência dos OUTROS. aprendi com minha amiga alice que no dia do aniversário da gente, a gente faz o que quiser.
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começo a trabalhar de pijama. coisa que nunca tinha feito na vida. mas sempre tem a primeira vez. filhos de férias, mãe trabalhando loucamente. eles querem ir ao parque com as bicicletas, comprar picolé, passear. eu tenho vários projetos com prazos natalinos. respirar fundo e com calma tem me ajudado a não surtar. e quando tenho certeza de que vou começar a chorar, sugiro pra mim mesma que é bom fazer uma coisa de cada vez. e assim não choro, e trabalho.
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comprei panos p…

o homem com o saco de pão

depois de anos me culpando pela falta de tempo para práticas esportivas, este ano comecei a andar "quando dá". isso quer dizer uma vez por semana, duas vezes por semana ou uma vez a cada 60 dias.
o lugar onde fica a praça é mui lindo, mui limpo, mui asséptico. acho que isso é mania de gente rica. de manhã cedo há serviçais lavando calçadas, outros lavando carros, e outros passeando com os cachorros. o perfume das flores nesta época do ano é maravilhoso, assim como são maravihosas as flores. um tronco de árvore estava tomado, de cima a baixo, de orquídeas floridas. tinha flores brancas, flores amarelas, flores cor de rosa. ah, esqueci de falar dos guardinhas. são muitos, tantos que eu até fico confusa e nunca lembro pra quais eu já dei bom dia.
bem, eis que estaciona um carro ao lado da praça. um carro que chamou a minha atenção por ser um carro comum. não era preto, não era novo, não era um SUV. dele saiu um homem que também chamou a minha atenção por ter a aparência de um hom…

sejamos finas

existem as moças finas, as nem tão finas, e as chiquérrimas. mas num ponto, somos todas toscas. nos comentários em relação aos nossos maridos - atuais, ex e futuros.
talvez esteja sendo desonesta com algumas mulheres que já não ficam nesse papo chatíssimo, insuportável e sempre exagerado.
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era uma festa de crianças. e estávamos ao redor de uma mesa no jardim. conversávamos, eu e outras mulheres com quem não tenho nenhuma intimidade. e elas fizeram comentários ofensivos. eu nem estava escutando toda a conversa, mas o pedaço que escutei foi o suficiente para saber do que estava em pauta. e escapou da minha boca: às vezes separada é mais duro ainda - não lembro ipsis literis o que falei, mas tinha a ver com fazer tudo sozinha e ainda pagar muitas e muitas contas, porque uma pensão alimentícia somada ao salário de uma mulher costuma ser inferior à renda de um casal que trabalha.
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ela se separou há alguns anos, e faz pouco casou-se novamente. e se tem algo admirável que eu tento aprender …