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Mostrando postagens de Junho, 2012

posso parar

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pronto. as férias começaram. feito uma histérica (eu???), olho pra minha agenda, depois pra minha lista de pendências. levanto da cadeira, coloco umas roupas na mala, olho pro computador, me sento. mas agora está na hora de parar. para celebrar, escolhi umas fotos da festa junina da escola das crianças. falta eu, mas achei que seria extrapolar os limites aceitáveis fazer um auto-retrato. portanto, não há registro da minha bela saia - pela primeira vez em muitos anos fui vestida de menina a uma festa junina.  foi muito trabalho e muita, mas muita diversão.  há moças que separam suas roupas antes de escolher o modelo. a foto aí em cima mostra isso. existem meninas que nascem mais meninas do que outras. é o caso da minha pequena herdeira, tão diferente da mãe dela. bem, eis que o sr. blogspot fez algumas alterações em sua ferramente de publicação de textos, e eu não consigo escrever no espaço entre as fotos. como as minhas férias começaram há algumas horas e eu estou tentando me mexer…

o jardineiro

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sonhei que um amigo me convidava para uma viagem. o destino era um ligar maravilhoso, e eu, louca de vontade de ir, dizia que não dava, mas pensava em como ir. ele me apresentava um amigo. chamava-se danilo.
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fiquei pensando. danilo era o nome do jardineiro dos meus avós, muito antes de eu nascer. eles, o opa e a oma, moravam numa casa gigantesca, tanto por dentro como por fora. e, assim, tinham um jardineiro que morava na casa deles! o danilo não tinha nascido no brasil. meu irmão vai morrer de rir quando ler isto, mas eu não me lembro se ele era russo ou tcheco ou o quê. parece que não tinha família no brasil, e quando morreu, meus avós que o enterraram.
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eu ia dirigindo o longo caminho da minha casa até a escola das crianças quando me lembrei de "quantos danilos eu conhecia". as lágrimas iam caindo timidamente, e eu as ia secando com lenços kleenex.
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quando éramos crianças, quem cuidava dos gigantescos jardins do opa e da oma era o generino (ou seria jenerino?).…

você tá feliz, né?

eu ia andando cabisbaixa quando ouvi uma pessoa dizendo 'tá feliz, né?, você tá feliz'. olhei pra cima e vi uma mulher com um lindo sorriso, que olhava E ANDAVA na minha direção. oh yeah, ela estava falando comigo. segui andando, e ela afirmando que eu estava feliz. fiz que sim com a cabeça e segui em direção ao meu carro, que estava estacionado a umas quatro quadras dali.
eu ia pensando se daria tempo de ir ao supermercado. ou se, ao invés de fazer compras rapidamente, não seria mais produtivo, quando chegasse adiantada à escola das crianças, descer com o meu computador debaixo do braço e trabalhar um pouco enquanto esperasse as crianças.
achei muito engraçado. eu estava feliz, com cara de feliz, mas não sabia. e então aquela mulher, com o carrinho de yakult parado na calçada, falou na minha cara.
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ela parecia um homem. não era nada claramente físico. simplesmente tinha sentado numa mesa de bar e falava como se fosse um estivador. uma boca imunda, e muita cerveja. e aquela…