quarta-feira, 29 de julho de 2015

mais sobre o fim do mundo

- aceita cartão?
- não.
- aqui tem itau?
- não tem banco aqui. só em serro ou diamantina.

eu precisava dar um cheque para pagar o almoço. peguei meu talão de cheques e contei míseras cinco folhas. e então ela, docemente, ofereceu "trocar" meu cheque por dinheiro. 200?, perguntei. não consigo esse valor, disse ela. só 100.
em são gonçalo do rio das pedras tem o essencial. para o almoço, a cleide, dona da pousada, ligou para dois ou três lugares. passava das 3 da tarde. ela então encomendou almoço para dez pessoas. ficaria pronto em 30 minutos. comemos como reis. R$ 20 para adultos, R$ 18 para adolescentes e para cada criança, R$ 10.
para o passeio à cachoeira da rapadura - uma caminhada de 4 ou 7km, dependendo do interlocutor -, a cleide liga. a ideia de um jipe para as crianças voltarem ia dar certo (depois eu pegaria uma carona com o tal do jipe, porque também não aguentava mais andar).
precisava comprar um shampoo. mas na vendinha onde almoçamos o shampoo tinha acabado. eu teria de fazer uma nova tentativa em serro ou diamantina.
no dia seguinte faríamos um passeio para um lugar maior que são gonçalo (onde moram pouco menos de mil pessoas). em milho verde moram pouco MAIS de mil pessoas. talvez lá eu encontrasse shampoo. mas banco, não.
 rogério em frente ao bar do ademil, onde almoçamos como reis e onde eu troquei um cheque
 por que chama cachoeira da rapadura? por causa da pedra - a cachoeira fica embaixo, escondida
 crianças pós caminhada até a cachoeira e resgate de jipe
 pescoço, o dono do bar e cozinheiro que nos recebeu pro farto almoço depois da caminhada de 4 ou 7km
 sem necessidade de legendas - e não, não é uma gestante, ah ah ah

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