os bons amigos

ela me ligou ou me mandou um e-mail ou uma mensagem pelo celular, não lembro. dizia que queria ir na minha casa, e falou os dias que podia. algo tipo "queria te ver, posso ir na sua casa terça ou quinta".
bem, eu a conheci no trabalho, e com ela eu aprendi que ir direto ao ponto é bom, economiza tempo e mostra a nossa coragem.
eu adoro meus amigos que não sugerem, mas afirmam. é por causa deles que muitas coisas boas acontecem. eles me dizem que eu vou almoçar com eles, ou que vou tomar uma cerveja, ou mesmo que eles virão à minha casa tomar um vinho enquanto meus filhos estarão dormindo com a doçura que é típica do sono das crianças.
e então ela veio. eu ia fazer um risotto, mas a dieta dela não deixou. então tomamos uma sopa maravilhosa de tomate e grão de bico. e conversamos sobre tristezas e alegrias. tantas tristezas que choramos. e tantas alegrias que gargalhamos.
ela foi embora cedo - amigos sábios entendem o quanto precisamos dormir -, e fui pra cama cedo e feliz. na porta da minha casa, indo embora, ela me disse que voltaria toda terça e quinta. ah ah ah.
quando acordei na manhã seguinte, estava sorrindo. no café da manhã estava dando risadas - sozinha, porque as crianças tinham pedido para ir dormir no pai - e no curto trajeto casa/trabalho eu gargalhava no carro.
minha amiga me disse que adorou ter ido à minha casa. e disse algo como "obrigada por fazer parte da minha vida". e bingo!, eu estava trabalhando loucamente mas consegui responder. eu também estava feliz por tê-la encontrado, e por saber que com amigos podemos partilhar. isso é um cafuné pro coração, e um colo pra alma. impossível não sentir conforto, leveza e felicidade.
aí pensei em escrever sobre as boas amigas. eu tenho várias. vários, vai.

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