sábado, 14 de janeiro de 2012

faça disso o seu nirvana - parte II


últimas fotos. joão andou pela casa da praia para tirar fotos. uma forma alegre de dizer adeus, pensei. esta é a janela do nosso quarto, onde passamos as últimas férias desde 2005.
...
eu estava em casa, achando que existem surpresas na vida que são totalmente dispensáveis. e então dei uns telefonemas para cancelar os compromissos que podiam ser cancelados naquele dia cheio de trabalho e de imprevistos. "faça disso o seu nirvana", ele me disse.
levei a sério. e é isso que estou tentando fazer todos os dias.
mas tem horas em que a decisão não vem. então segui outra máxima, que é "na dúvida, não ultrapasse". fiquei quieta e atenta, tentando entender como uma criança às vezes pode sentir tanta dor. e como se fosse um milagre, a resposta veio no meu sonho. clara, claríssima.
acordamos nem tão cedo assim para os nossos padrões de família que vive na roça e acorda com os galos. e não saímos de casa até a metade da tarde, quando fomos andando ao cinema, para depois voltar de táxi por causa da chuva. e ganhamos de presente um arco-íris belíssimo, que o taxista nos mostrou, e que estava bem na nossa frente.
às vezes não fazer nada e não dizer nada é um presente. e às vezes é isso o que é preciso fazer com os filhos. tenho a impressão de que as tristezas deles podem ser pedidos de presença. não de a gente estar em casa, mas de a gente estar com eles, olhando pra eles, escutando o que eles dizem, e deixando claro que tem amor.
é bom passar da teoria pra prática. nunca pensei que as palavras que eu lia quando estive grávida pela primeira vez fariam tanto sentido uma década depois:
" (...) você pode dar a eles o seu amor, mas não os seus pensamentos,
porque eles têm os seus prórios pensamentos.
você pode acolher seus corpos, mas não suas almas,
pois suas almas moram no amanhã, que você não pode visitar, nem mesmo em sonho.
você pode querer ser como eles, mas não queira que eles sejam como você,
porque a vida não anda pra trás, nem acontece no passado (...)".
livre tradução de texto do kahlil gibran em "o profeta".
...

da estrada para a areia. vento, frio e mar gelado. delícia.

fizemos 100 bolas de areia. depois, uma guerra de bolas. a regra era uma só: cada um pegava duas bolas e arremessava. and so so on.

joão deita na rede depois de voltarmos do hospital. "homens têm de ter marcas", disse o namorado da minha irmã. ele levou 6 pontos.

as cuecas viradas feitas pela maria.

joão com planos de ficar acordado depois da meia-noite. ninguém aguentou.

noite do dia 31. muito frio.

Um comentário:

  1. Noossa! Como seus filhos estão grandes!! E Lindjos!! Temos que combinar aquele Hopi Hari...ainda nunk fui..ehehe ou uma cerveja pra nóis! :P Bjoks,
    Luiza Goulart

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