sob condições anormais de temperatura e pressão

a cor que entra pelas janelas é sépia. é um fim do dia estranho. a cor é forte. minha sala e minha cozinha estão iluminadas. meu quarto também deve estar, mas não enxergo de onde estou.
estou cansada. mas o cansaço é dos bons. o dia, pensei, seria medieval. eu havia passado a noite inteira sonhando, uma coisa horrorosa. não sonhar, mas sonhar tanto a ponto de ter certeza de que não estava dormindo. mas estava. eu teria muito trabalho. e estaria fora de casa das 6:30am até umas 9pm.
mas não há nada como a inteligência que funciona para o bem. achei que "ter certeza de que o dia seria um horror" era uma ideia muito infeliz. e então fui fazendo uma coisa de cada vez. trabalhei, e quando chegou a hora de partir para um evento, desviei o caminho e vim pra casa.
vamos ao resumo da situação. uma leve falta de ar por causa dos prazos no trabalho. o cabelo anda um horror, mas eu não quero ir ao meu caríssimo e sensacional cabeleireiro. nem todas as calças fecham, mas eu achei uma que fechava sem apertar. fui pro trabalho. me achando o ó do borogodó. unhas das mãos não-feitas, unhas dos pés pintadas de vermelho mas com cara de "cadê a manicure?". mesmo com rímel preto, minha cara estava com uma aparência um pouco sofrível.
nada como acordar com a auto-estima torta. dizia o miguel paiva nas suas tiras da 'radical chique' que esses dias são os ideais para sair de casa de minissaia e tamancos de salto alto. e passar em frente a uma obra movimentada ou ir à feira comprar umas frutas. mas eu não vesti minissaia, não coloquei tamancos de salto alto, não passei na frente de nenhuma obra nem fui à feira. ou seja, não ouvi nenhum elogio do tipo "vai gostosaaaaaaa". vou poupá-los dos detalhes sórdidos (que não tenho minissaia etc e tal).
como é bom quando um dia que parecia que ia ser horroroso vai chegando ao fim sem ter sido nem um pouco horroroso. mas como aprender a saber viver um dia de cada vez??? vou organizar as ideias. e desenvolver um curso super. bom, rápido e barato. ah ah ah. do tipo "atinja o nirvana, mesmo de mau humor".
divulgá-lo-ei. claro. e serei feliz pra sempre.




essas árvores são a vista que se tem da varanda do pequeno apartamento na serra gaúcha, que eu acho que é o lugar que eu mais gosto

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