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aproveite o momento

estamos sempre cheios de "teres", "fazeres" e "quereres". não sei se o que estou escrevendo é português. mas o que quero dizer é que não sei como conseguimos criar tantas coisas que têm de ser feitas. tudo inventado por nós mesmos. hoje terminam as férias mais tranquilas da minha vida. e isso não é jeito de dizer. acho que é isso mesmo. um dia calmo depois do outro. e assim ando desconfiada que posso viver em férias para sempre. porque para viver um dia calmo atrás do outro não é preciso estar em paris, nem numa praia fabulosa de cuba. um trilhão de chavões maravilhosos vêm à minha cabeça neste instante. ontem consegui ler um texto que me foi enviado há muito tempo. talvez há mais de um ano. claro que eu teria tido tempo para ler qualquer coisa nesse tempo todo, mas não tinha disponibilidade. ontem tive. é um texto curto, em inglês, que fala das bolas de golfe. é mais ou menos assim: um professor de filosofia entrou na classe e,  em silêncio, encheu um ...

namastê

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fomos e voltamos. viajar é fácil, mas voltar exige um pouco de esforço. andar devagar feito uma lesma feliz para ir à praia é a coisa mais fácil do mundo. mas continuar me mexendo na velocidade de uma lesma na frente do computador, com papéis e listinhas ao meu lado, é duro. mas eu consegui. levei um dia inteirinho para fazer umas poucas coisas - poucas, mas que exigem concentração, como arrumar a casa para a pequena reforma que começa amanhã, mandar os papéis para o contador, comprar mantimentos para a casa e organizar umas contas. chegamos à casa da praia no fim do dia. minha ideia era colocar meus chinelos e andar até a praia, para ver e saudar o mar e a areia. mas a lívia estava cansada e com fome, e éramos as primeiras a chegar na casa. acendemos as luzes, olhamos os quartos, ligamos para a nossa anfitriã para saber em qual quarto poderíamos dormir. chacha chegou tão tarde que eu não vi. quando acordei, a casa estava em silêncio. fotografei uma das janelas da s...

posso parar

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pronto. as férias começaram. feito uma histérica (eu???), olho pra minha agenda, depois pra minha lista de pendências. levanto da cadeira, coloco umas roupas na mala, olho pro computador, me sento. mas agora está na hora de parar. para celebrar, escolhi umas fotos da festa junina da escola das crianças. falta eu, mas achei que seria extrapolar os limites aceitáveis fazer um auto-retrato. portanto, não há registro da minha bela saia - pela primeira vez em muitos anos fui vestida de menina a uma festa junina.  foi muito trabalho e muita, mas muita diversão.  há moças que separam suas roupas antes de escolher o modelo. a foto aí em cima mostra isso. existem meninas que nascem mais meninas do que outras. é o caso da minha pequena herdeira, tão diferente da mãe dela. bem, eis que o sr. blogspot fez algumas alterações em sua ferramente de publicação de textos, e eu não consigo escrever no espaço entre as fotos. como as minhas férias começaram há algumas horas e eu...

o jardineiro

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sonhei que um amigo me convidava para uma viagem. o destino era um ligar maravilhoso, e eu, louca de vontade de ir, dizia que não dava, mas pensava em como ir. ele me apresentava um amigo. chamava-se danilo. ... fiquei pensando. danilo era o nome do jardineiro dos meus avós, muito antes de eu nascer. eles, o opa e a oma, moravam numa casa gigantesca, tanto por dentro como por fora. e, assim, tinham um jardineiro que morava na casa deles! o danilo não tinha nascido no brasil. meu irmão vai morrer de rir quando ler isto, mas eu não me lembro se ele era russo ou tcheco ou o quê. parece que não tinha família no brasil, e quando morreu, meus avós que o enterraram. ... eu ia dirigindo o longo caminho da minha casa até a escola das crianças quando me lembrei de "quantos danilos eu conhecia". as lágrimas iam caindo timidamente, e eu as ia secando com lenços kleenex. ... quando éramos crianças, quem cuidava dos gigantescos jardins do opa e da oma era o generino (ou seria jene...

você tá feliz, né?

eu ia andando cabisbaixa quando ouvi uma pessoa dizendo 'tá feliz, né?, você tá feliz'. olhei pra cima e vi uma mulher com um lindo sorriso, que olhava E ANDAVA na minha direção. oh yeah, ela estava falando comigo. segui andando, e ela afirmando que eu estava feliz. fiz que sim com a cabeça e segui em direção ao meu carro, que estava estacionado a umas quatro quadras dali. eu ia pensando se daria tempo de ir ao supermercado. ou se, ao invés de fazer compras rapidamente, não seria mais produtivo, quando chegasse adiantada à escola das crianças, descer com o meu computador debaixo do braço e trabalhar um pouco enquanto esperasse as crianças. achei muito engraçado. eu estava feliz, com cara de feliz, mas não sabia. e então aquela mulher, com o carrinho de yakult parado na calçada, falou na minha cara. ... ela parecia um homem. não era nada claramente físico. simplesmente tinha sentado numa mesa de bar e falava como se fosse um estivador. uma boca imunda, e muita cerveja. e aqu...

she did it

"mãe, agora eu posso ir pra qualquer lugar", ela me disse. tínhamos acabado de chegar em casa, e eu tinha desamarrado as bicilcetas do suporte que as carrega no carro. ela estava andando com a bici dela, muito contente. a bici finalmente não tinha rodinhas. foi um dia lindo, e tivemos de entrar num acordo, porque cada um da família queria ir para um lugar diferente. um queria passear no zoológico, o outro queria ficar em casa, e eu queria ir pro parque.  acabamos indo ao parque para aproveitar de forma econômica o belíssimo dia de céu muito azul. mas eis que na hora de colocar as bicicletas no carro - as das crianças, porque há anos eu só ando de bicicleta quando estou SEM filhos -, a lívia diz que não vai levar a dela. eu digo que vamos levar, e ela diz: 'eu tenho 7 anos, e não vou com uma bicicleta com rodinhas'. o joão corre até a portaria e pergunta ao ferreira se ele tem uma chave. com a resposta negativa, subo ao apartamento e pego minha enxuta caixa de ferra...

'tem mãe que é mega perfeita'

dois monges, Tanzan e Ekido, caminhavam numa estrada enlameada depois de uma forte chuva. perto de uma aldeia, eles encontraram uma moça que estava tendo dificuldade em atravessar a estrada por causa da lama. se ela continuasse, estragaria seu quimono de seda. sem titubear, Tanzan a pegou no colo e a cerregou para o outro lado da estrada. os monges prosseguiram na sua caminhada em silêncio. cinco horas depois, quando já estavam perto do templo onde passariam a noite, Ekido não conseguiu mais se conter. - por que você carregou a moça para o outro lado da estrada? - perguntou. - nós, monges, não devemos fazer essas coisas. - faz horas que coloquei aquela jovem no chão - respondeu Tanzan. - você ainda a está carregando? (eckhart tolle em "o despertar de uma nova consciência", ed. sextante) .... eu tinha saído para andar. coisa muito nova na minha vida, sair para andar quando não é super mega cedo. as crianças tinham ido pra casa do pai, e isso tinha sido meio demorado. fic...